sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Estudo de Caso 2 - Edifícios Múltiplo Uso


Arquitetura: OMA Arquitetos
Tamanho: 160.000 m²
Início: 2009 - Conclusão prevista: 2013
Área de Escritórios: 72.000 m2
Área Habitacional: 220 apartamentos de 35.000 m2


Este projeto de edifício possui três torres interligadas de uso misto.  Além de habitação e escritórios, abriga em 19.000 um hotel com 280 quartos, um centro de conferências e um restaurante, possui 25.000 m2 de estacionamento (cerca de 650 vagas).
O espaço coletivo é de 6.000 , 2.000 de fitness, 700m² de hall de entrada, e 300 para carga e descarga.










ASTOR PLACE TOWER - PARA REFLETIR

PROBLEMAS ENCONTRADOS

O projeto parecia abençoado, o local em forma de trapézio tinha sido um parque de estacionamento durante décadas, um ponto morto em um dos corredores mais caros em Midtown.

O arquiteto Charles Gwathmey foi contratado e projetou um edifício em forma de uma “ameba sedutora”. Todos esperavam o sucesso. Poucos dias depois da abertura, 11 de seus 39 apartamentos estavam prontos para entrar em contrato.
Porém, a primeira coisa que se pensa quando se vê o prédio de luxo Astor Place, uma  ondulante torre vestida de vidro verde-brilhante, é que ele não pertence ao bairro.

Quase dois anos depois, os apartamentos de Astor Place não estavam esgotados. Não chegava nem perto. Um artigo do Wall Street Journal em Abril alegou que apenas um apartamento tinha sido negociado nos últimos meses.

“É muito agressivamente projetado. Ele mal serve o bairro e vice-versa ", diz um executivo de alto nível imobiliário. Os críticos têm sido mais difíceis com relação ao vidro azul-esverdeado da fachada. O vidro verde contrasta grosseiramente com a alvenaria de pedra calcária branca, fragmentando ainda mais a fachada.

Um aspecto peculiar de edifícios de vidro, é que quase sempre parecem melhor quando  estão cercados por outra coisa. Guggenheim de Frank Gehry, em Bilbao, e seus Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles, respondem de forma brilhante para os seus vizinhos por jogar fora sutilmente as formas ao seu redor.


Mas este novo edifício, que está em um dos locais mais proeminentes no sul de Manhattan, não tem um efeito transformador. Se a arquitetura é uma conversa entre as gerações, esse “intruso jovem” não tem muito a dizer a seus vizinhos. Sua forma é exigente, e a fachada de vidro reflexiva demais. Em vez de adicionar um contraponto lírico, a torre interrompe o ritmo do bairro.

A qualidade comercial ficou ainda mais pronunciada quando uma agência do banco Chase assumiu o piso térreo. Porque não um restaurante, uma galeria, algo mais sutil? Um banco não produz nenhuma atividade de fim de noite.
 A forma orgânica também significa que alguns apartamentos são mais curvos que outros, e ne
m todo mundo gosta disso. O revestimento todo em vidro também incomoda em relação à privacidade, "Eu não acho que pessoas se sentem à vontade com tanta transparência, se você colocar cortinas, o que justifica o uso do vidro, tão caro?” diz um executivo de alta potência.

IMAGENS - ASTOR PLACE






Estudo de Caso 1 - Edifícios Múltiplo Uso



Arquiteto: Gwathmey Siegel & Associates, New York, N.Y
Tamanho: 140.000 m²
Conclusão: 2006
Este edifício de US $ 50 milhões inclui o uso misto de espaço comercial e uma torre de condomínio residencial. O complexo possui 21 andares que abrigam 39 unidades loft residencial de luxo e 13 mil metros quadrados de espaço comercial, fazendo dele uma vitrine para a versatilidade do concreto armado.
Localizadas no centro do edifício, as escadas de evacuação em consonância com as preocupações pós 11/09, são protegidas com 40 centímetros de paredes resistentes ao cisalhamento por impacto ao concreto.

Estratégia de Flexibilidade:
  1. Variedade Tipológica
  2. Multifuncionalidade 




A característica mais notável deste edifício é o seu layout de perímetro curvo. O design de três níveis se assemelha com o formato de um piano. O exterior do edifício também dispõe de uma praça de 5.000 metros quadrados.

"A configuração do edifício é tal que as curvas nas lajes de concreto teve de ser cuidadosamente moldadas", diz Gabbay. " Tínhamos que manter a integridade do  projeto, preservando a curvatura da lajeConcreto era o material ideal para fazer as curvas do edifício“.
Gwathmey diz que a utilização do aço teria levado mais tempo. "O concreto é mais natural e adequado", acrescenta. "É incrivelmente rápido e eficiente em termos de   enquadramento estrutural do edifício.” Sílica ativa também foi acrescentada ao concreto para reforçar paredes e pisos de transferência.
Houve colocação de reforço embutido no perímetro das lajes, permitindo o uso de parede cortina, que se conectou facilmente às lajes por meio de âncoras incorporadas.






quarta-feira, 10 de novembro de 2010

IMAGENS - MOBILIÁRIO FLeX 20

CONFIGURAÇÃO INTERNA - DORMITÓRIO
(APTO DE UM MORADOR)

ESPAÇO POLIVALENTE :
  • DORMIR
  • ESTUDAR/ TRABALHAR
  • ESTOCAR


CONFIGURAÇÃO INTERNA - APTO
(CASAL)

USO DO AMBIENTE DETERMINADO PELO MOBILIÁRIO, QUE SE MOVE SOBRE TRILHOS:

POLIVALÊNCIA:
  • CÔMODO É USADO COMO SALA DE ESTAR/ VISITAS



  • CÔMODO É USADO COMO SALA DE TV:


  • CÔMODO É USADO COMO SALA DE JANTAR:


  • CÔMODO É USADO COMO ESPAÇO PARA TRABALHO/ ESTUDOS:


  • CÔMODO É USADO COMO ESPAÇO PARA DORMIR/ ESTOCAR:



As divisões internas são feitas por paredes móveis, painéis deslizantes que se configuram conforme a necessidade do morador.

As paredes que recebem ponto de energia ou hidráulica são fixas e construídas pelo sistema construtivo Steel Frame, que é o sistema mais indicado para futuras manutenções nestas redes. O sistema é construído à seco, portanto ele é um misto de estrutura portante pré-fabricada e vedação dupla também pré fabricada, para manutenções o sistema permite o desparafusamento ou corte de suas placas e, seu fechamento é rápido e com ótimo acabamento final.


IMAGENS - FLeX 20





Primeiro Exercício Projetual - FLeX 20

MEMORIAL DESCRITIVO

O jeito como moramos está em constante transformação e em um futuro muito próximo, com a densidade populacional ainda maior, as habitações tendem a se tornar mais funcionais e mais compactas.

Corbusier sempre pensava na escala humana, a função humana, para então conseguir definir as necessidades humanas. Corbusier defendia que embora as mentes fossem diversas o corpo físico ocupava o mesmo espaço, realizava as mesmas funções e portanto as dimensões e os mecanismos seriam universais, o modulor.

A flexibilidade se torna então cada vez mais necessária neste atual cenário, já que as necessidades humanas estão se transformando. A criação de ambientes mais flexíveis são mais capazes de abrigar famílias de variados perfis.

A casa com certeza é uma máquina de morar, possuindo atribuições complexas de aliar conforto, privacidade, interação, resistência, estética, funcionalidade, etc à sua função mais básica; de proteção e abrigo. Tal qual outras tecnologias, tende a evoluir também.

Neste projeto "FLeX 20" a planta convencional e compartimentada com cômodos temáticos foi substituída por ambientes flexíveis que se apropriam da Conversão, estratégia de mudar a configuração interna, sem perda ou aumento de área; Diversidade, quando se adota a variedade tipológica no edifício.

O mobiliário permite que os espaços se transformem em diferentes momentos do dia e ao longo dos anos, criando assim cômodos polivalentes, que qualificam o espaço de acordo com o mobiliário que está ali naquele momento.

O edifício foi pensado para um público de classe B e C; desta forma o projeto alia economia na estrutura do edifício em função da fachada aplicada. A estrutura escolhida foi a pré-moldada de concreto ou aço, em função da rapidez de execução, rigor de produção fabril (dimensões, Mpa, etc) e por isso com qualidade superior às de estruturas moldadas em loco. A laje adotada foi a laje seca, também com a execução mais rápida e ótimo padrão de qualidade, este tipo de laje permite inclusive uma facilidade maior de manejo com a parte elétrica e hidráulica. As divisórias são em drywall, estruturas super leves e práticas. e o fechamento do edifício é feito com painéis deslizantes compostos por três materiais diferentes: madeira; vidro temperado e fórmica.
O painel de madeira recebeu brises horizontais que podem ser regulados conforme a incidência do sol ou necessidade do habitante; painéis de vidro temperado que podem receber peliculas diversas personalizando assim a fachada de cada morador conforme seu gosto e o painel de fórmica TS, um material próprio para fachadas e revestimentos externos que se apresenta em várias cores e texturas, dando o contraste opaco.

A variedade tipológica com a variação da área quadrada permite atender à várias configurações familiares, desde a pessoa que mora sozinha até uma família mais integrantes. Por esta razão o edifício abriga 26 vagas de estacionamento, dedicando uma vaga para os apartamentos de até 55 m² e, duas vagas para os apartamentos com metragem acima de 55 m². Existem ainda 10 vagas para motos e 4 vagas para bicicletas.

O térreo é parcialmente liberado por pilotis, onde nele se qualificou a área verde permeável para uma praça com bastante arborização e equipamentos que unem e articulam o espaço privado e o público.

A circulação vertical é feita por elevador com capacidade de até 10 pessoas e escadas e rampas que interligam os três blocos.

Link do Painel impresso:

http://www.slideshare.net/leticia26/pranchas-1-e-2

Link das pranchas desenvolvidas:

http://www.slideshare.net/leticia26/edificio-implantao?from=embed
http://www.slideshare.net/leticia26/edificio-2-1?from=embed
http://www.slideshare.net/leticia26/edificio-planta-baixa-2?from=embed
http://www.slideshare.net/leticia26/edificio-4-1
http://www.slideshare.net/leticia26/edificio-5-1?from=embed
http://www.slideshare.net/leticia26/edificio-6-1
http://www.slideshare.net/leticia26/edificio-7-1?from=embed